SPFC - Uma partida épica por dia

São Paulo 3x2 Benfica - 25/01/1968

O São Paulo recebeu o poderoso Benfica, base da seleção portuguesa semifinalista da Copa66. Era uma partida amistosa na data magna do Tricolor e, para o azar dele, aniversário do Eusébio, maior jogador português e um dos melhores de todos os tempos.

Partida difícil, na nossa pior fase da História, os anos 60. Mesmo assim, forçamos a defesa lusitana e fizemos um gol a mais do que o craque patrício de Camões e vencemos por 3x2.

Amistoso? A vitória foi comemorada como um título pelo São Paulo, que amargurava na fila durante a construção do Morumbi. O lado derrotado saiu de cabeça quente e houve até cancelamento da festa do Eusébio, mesmo com um bolo de seis andares esperando em um salão vazio. Outros tempos.

Ficha Técnica: http://acervo.folha.com.br/fsp/1968/01/26/21/

Urubus: a fsp dava destaque na capa - “Benfica derrotado no Morumbi // atuação pífia de Eusébio, que um dia foi comparado ao Edson”.


ps1: perdão pelo miltonneves do começo do vídeo. abstraia.
ps2: este e os próximos jogos que postar aqui fazem parte das partidas que não foram eleitas para o ótimo livro do Fabio Matos - “20 Jogos Eternos do São Paulo”.

River Plate 2x3 São Paulo

Hoje comemoramos 7 anos desde que conquistamos a América pela terceira vez. Dessa conquista, talvez o passo mais importante tenha sido na semi-final contra o River Plate, com o São Paulo atropelando os argentinos no Morumbi (mais uma edição do ‘El Morumbi te Mata!’) e em Nuñez, com ônibus da diretoria destruído, torcida atacada com rojões e pedras durante o jogo e show do Tricolor dentro de campo.


Link para a matéria da FSP sobre o jogo: http://acervo.folha.com.br/fsp/2005/06/30/20/

RIVER PLATE
Costanzo; Diogo, Ameli, Tuzzio e Dominguez (Montenegro); Lucho González (Fernández), Mascherano, Zapata (Sambueza) e Gallardo; Marcelo Salas e Farías
Técnico: Leonardo Astrada

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Fabão, Alex e Diego Lugano; Souza, Mineiro, Josué (Renan), Danilo e Júnior; Luizão (Alê) e Amoroso
Técnico: Paulo Autuori

Local: estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires (Argentina)
Público: 58.956

San Lorenzo 2x3 São Paulo, 20/02/1994


Em um dos episódios da ditadura argentina contra o futebol local, o San Lorenzo de Almagro, um dos maiores clubes da Argentina, teve seu estádio - o Gasómetro - confiscado pelo governo (oficialmente foi uma venda por um valor irrisório), em 1979. O terreno foi repassado a um banco e, hoje em dia, carrega uma odiada loja do Carrefour em Boedo, bairro não tão distante do centro de Buenos Aires.

Sem casa, o San Lorenzo conheceu sua maldição e, ao invés dos títulos e grandes equipes que apelidaram o clube de Ciclón, conheceu o rebaixamento e só foi conseguir levantar outra cancha em dezembro de 1993. Para os festejos de inauguração, os grandes clubes da América do Sul foram convidados. A partida inaugural foi contra a Universidad Católica, vice-campeã da Libertadores daquele ano, já que o campeão estava justamente naquela semana defendendo o continente no Japão, contra o Milan.

Com as taças da Libertadores e do Mundial Interclubes nas mãos, faltava ao São Paulo, enfim, aceitar o convite e inaugurar o Nuevo Gasómetro, a merecida casa do San Lorenzo.

A Taça “San Lorenzo de Almagro”, em jogo, era o de menos. Importante era participar daquela reparação histórica, ainda que não completa, já que até hoje o Clube luta para voltar ao Gasómetro e, ao que tudo indica, falta pouco para isso acontecer.

O São Paulo deixou o campeonato paulista de 1994 de lado e, no dia 20/02/1994 (dois dias depois de empatar com o América pelo Paulista), já estava em Buenos Aires. A partida contra o time da casa foi duríssima, com destaque para o primeiro golaço deles e nosso último tento, com Leonardo. Terminamos a partida com a virada em 3x2, levantamos a taça e abençoamos a cancha porteña. Era uma partida festiva, mas tudo tem limites, hermanos!

Entraram em campo pelo Tricolor: Zetti, Cafu (Vitor), Jr Baiano, Gilmar, André Luiz, Doriva, Axel, Juninho (Caio), Leonardo, Euller (Danilo), Guilherme e TELÊ SANTANA.

Ao San Lorenzo, restou aproveitar a nova fase: dois anos depois, com SILAS como ídolo da equipe, voltaram a levantar uma taça do Campeonato Argentino.

* A folha de são paulo, na sua edição do dia do jogo, tratou o jogo como um “desesperado caça-níqueis’. Normal para quem apoiava a ditadura.

* O San Lorenzo juntou quase 100 mil pessoas este ano para protestar em frente ao Congresso. Até torcedores de outras equipes apoiaram a restituição histórica.

* Como disse, o local onde estava o estádio é hoje um Carrefour. Sanfilippo, o maior ídolo do San Lorenzo, Maradona da sua época, tem esta incrível história no supermercado:


*embora o vídeo diga 1995, a partida foi em 1994.

Ituano 2x4 São Paulo, 2012

Tava dando tudo errado. Mesmo dominando o jogo, os arremates eram fracos e tortos. Uma falta batida do meio de campo engana a barreira e o Dênis só se tocou quando a bola tava dentro do gol. Mais uma infelicidade e terminamos o primeiro tempo com 0x2 no placar, perda de liderança, um fiapo de desconfiança com a azia de 2011 voltando a queimar a garganta.

Em 2012 trocamos quase todo o time. Apostamos naquele técnico que, em 2005, dava o choque de 220v no intervalo e o time voltava mordendo até a rede. Veio um pacote de jogadores que chegou mais desacreditado do que o técnico. Some a isso a má sorte neste começo de ano: perdemos os jogadores acima da média e os líderes por contusões e sobram improvisações no time.

Nosso Presidente disse, ontem mesmo em entrevista, porque mudou todo o time: “Preciso de jogador guerreiro, que tenha honradez, que tenha vergonha, que respeite sua família, que respeite a Torcida. Estamos esperançosos que estamos no caminho correto.”

O São Paulo volta pro segundo tempo muito mais ligado. Logo no começo, um míssil sai da cabeça do Rhodolfo e diminui o prejuízo. Ele mesmo faz mais um, livrando-se do peso do gol contra da primeira etapa.

A cena mais emblemática da pegada no jogo é nessa comemoração: todo mundo batendo no peito ou esmurrando as costas de algum companheiro e aparece o paraguaio Piris na tela, gritando “vamos virar! vamos virar!”. Com o golaço do Lucas, ele é o primeiro que aparece pra abraçá-lo e chamando o resto do time pra comemorar junto.

Ainda teve tempo pra fazer mais um gol, também bonito, com o Willian José.

Impossível não comparar nossa equipe, ainda em formação, com aquele time que não esboçava nenhuma união, alegria e vontade, que nos envergonhou nas entregadas pro Bahia e pro Atlético-PR em 2011. Impossível não lembrar daquele atacante que disse que a realidade do time que ele jogava não era ganhar.

Que bom que aquilo parece ter ficado num passado distante.


FICHA TÉCNICA

ITUANO 2 X 4 SÃO PAULO

Local: Estádio Dr. Novelli Jr.
Data/hora: 1/4/2012
Árbitro: Rodrigo Braghetto
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior e Rogerio Pablos Zanardo
Renda/ público: R$ 329.745/ 10.521 pagantes


GOLS: Anderson Salles 09’/1T (1-0); Rhodolfo (contra) 31’/1T (2-0); Rhodolfo 10’/2T (2-1); Rhodolfo 14’/2T (2-2); Lucas 21’/2T (2-3); Willian José 30’/2T (2-4)

ITUANO: Roberto; Alex, Thiago Gomes, Vitor Hugo (Chapinha 24’/2T) , Elton (Gustavo 21’/2T), Anderson Sales, Rodrigo Costa; Bruno Martins; Alemão, Thiago Bezerra e Adaílton Técnico: Roberto Fonseca.

SÃO PAULO: Denis; Piris, Paulo Miranda, Rhodolfo e Henrique Miranda; Denilson, Fabrício (Jadson 2T), Cícero e Lucas; Willian José e Fernandinho. Técnico: Emerson Leão.

São Paulo 5x1 Monte Azul

A estreia do Fernandinho com 4 gols dele (além de uma bomba do Léo Lima, ahaha, de muito longe). A esperança é a última que morre.


Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data: 28 de fevereiro de 2010, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Público: 4.362 espectadores
Renda: R$ 100.338,75 
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra
Assistentes: Carlos Alberto Funari e Fabrício Porfírio de Moura

Gols: SÃO PAULO: Léo Lima, aos quatro minutos do segundo tempo, Fernandinho, aos cinco, aos 17, aos 24 e aos 41 minutos do segundo tempo; MONTE AZUL: Lopes, aos 23 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Alex Silva, André Luís, Miranda (Cléber Santana) e Júnior César; Rodrigo Souto, Richarlyson, Hernanes e Léo Lima; Dagoberto (Cicinho) e Henrique (Fernandinho)
Técnico: Milton Cruz

MONTE AZUL: Luiz Carlos; Mauro, Cris e Cléber Carioca; André Cunha, Luciano Sorriso, Franciscatti, Rafael Ueta e Jeff Silva (Ferrari); Edmilson (Silvinho) e Marcelinho (Lopes)
Técnico: César Michelon


Ideia do @vinicius27, cobrem dele :)

São Paulo 4x0 Newell’s Old Boys

Pegamos nosso adversário da final da Libertadores de 1992 nas oitavas de final de 1993. Pra piorar, perdemos a primeira partida na casa dos caras por 2x0. Seria necessário mais do que técnica pra virar o placar no Morumbi. Era necessário ter raça - e isso não faltou. Foi um chocolate pra cima dos caras, pra nunca mais voltar.

Esse vídeo é emocionante.


14/04/1993
Local: Estádio Municipal Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi)
Árbitro: Ernesto Fillipi (Uruguai)

São Paulo: Zetti; Vítor, Ronaldo (Válber),
Lula (André Luiz) e Ronaldo Luiz; Dinho,
Pintado, Raí e Cafu; Müller e Palhinha.

Newell’s Old Boys: Scoponi; Saldaña, Llop,
Pochetinho e Berizzo; Martino, Berti (Garfangnoli),
Castagno e Mendoza; Zamora e Cozonni (Odriozola).


lembrança do @renasdias, sábio são-paulino!

NY Cosmos 2x3 São Paulo FC

Torneio quadrangular que o Tricolor participou em 1983. Rolou até um migué da diretoria pra segurar o Careca na última partida (ele tinha que se apresentar na seleção, mas até o pessoal do evento usava a imagem dele pra promoção), mas acabamos perdendo a última partida.


SÃO PAULO:
Waldir Peres; Getúlio, Oscar, Darío Pereyra e Marinho Chagas; Zé Mário, Renato e Humberto; Paulo César, Careca e Zé Sergio.


Cosmos BIRKEMMEIR - ESKANDARIAN - IARUCI - BECKENBAUER - RICHY DAVIS - ROMERIT0 - BOJICEVIC - MOYERS - CHINAGLIA - CABANAS - DI BERNARDO

São Paulo 2x1 Rosario Central

Até o Rogério concorda que MITOU nesse jogo. Voltei pra casa só na manhã seguinte.


(aqui a matéria do globo esporte, o vídeo ta um pouco menos horrível http://www.youtube.com/watch?v=qKhdm5SCJWg&feature=related )

Ficha técnica
SÃO PAULO (5) 2 X 1 (4) ROSARIO CENTRAL

Local: Estádio Morumbi, em São Paulo (SP)

Juiz: Jorge Larrionda (Uruguai)
Público e renda: 59.413; R$ 743.746,00

SÃO PAULO ROSARIO CENTRAL
Gols
Grafite aos 46min do primeiro tempo;
Grafite aos 31min do segundo tempo

Nos pênaltis: Grafite, Luís Fabiano, Fabão, Rogério Ceni e Gabriel
Herrera aos 6min do segundo tempo
Nos pênaltis: Carbonari, Herrera, Talamonti e Ferrari

Cartões amarelos
Luís Fabiano
Rodrigo
Acuña
Herrera
Gustavo Schelotto


Equipes

São Paulo:
Rogério Ceni
Cicinho
Fabão
Rodrigo
Gustavo Nery
Alexandre (Grafite)
Ramalho
Marquinhos (Gabriel)
Danilo
Vélber (Souza)
Luís Fabiano
Técnico: Cuca

O resto:
Gaona
Ferrari
Raldes
Talamonti
Papa
Messera (Moreira)
Acuña
Gustavo Schelotto (Carbonari)
Irace
Belloso (Gonzalez)
Herrera
Técnico: Miguel Russo

São Paulo 4x3 sccp - final da Copa São Paulo de Juniores 1993

Nem podia ser diferente. Depois de ver um bando de frouxos acomodados fazer uma partida que deixaria envergonhado até o time profissional de 2011, tive que rever um jogo quando um jogador de base ainda queria alguma coisa na vida.

Quando um jogador da base queria conquistar títulos.

Quando um jogador da base queria subir pro profissional pra mostrar o seu melhor e continuar almejando sucesso e ir pra Europa seria consequência disso.

Quando o maior destaque da base nos últimos anos e candidato a ídolo não dava 30 entrevistas na pré-temporada falando que quer APENAS brilhar com a camisa da seleção e ser o melhor do mundo. Eles queriam deixar sua marca no clube que os revelou, uma faixa de campeão, uma taça pra orgulhar a torcida.

Quando um jogador da base teria vergonha de ser humilhado na primeira fase do torneio mais tradicional de Juniores do hemisfério sul, se bobear do mundo, e falar que o time ta de parabéns.

Quando um jogador da base comemorava um gol de empate e transformava as vaias em aplausos ao invés de se juntar com outros sete pra xingar a torcida, mostrando o dedo médio, fazendo bananas pros caras que foram tomar chuva e ver a camisa do São Paulo em campo.

SÃO PAULO 5x1 Vasco


Lembrei dessa partida aqui http://www.youtube.com/watch?v=rXJmq46a_Fg por ter levado uma pessoa pela primeira vez ao Morumbi e teve de tudo: Rogério perdeu pênalti, marcou em outro mas, não conte pra ninguém, foi de paradinha - aquela que ele criticou outro dia, num dos poucos vacilos da sua carreira sagrada.

Mudei de ideia quando apareceu esse resultado na pesquisa. Goleada contra um dos 3 times que têm vantagem sobre a gente, mais um do Rogério na mesma posição do gol 100, jogador dos caras chilicando, Rogério dando drible no Madson e ainda era a equipe do Tetra massacrando mais um (tem blogueiro que fala que todas partidas eram 1x0)…


SÃO PAULO
Rogério Ceni; Ilsinho, Fabão (Edcarlos), Miranda e Júnior; Josué, Danilo, Souza (Ramalho) e Leandro; Thiago e Aloísio (Edgar)
Técnico: Muricy Ramalho

VASCO
Cássio; Fábio Braz, Jorge Luiz e Ygor; Claudemir (Abedi), Amaral, Andrade, Morais (Mádson) e Diego; Jean (Coutinho) e Leandro Amaral
Técnico: Renato Gaúcho

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas e Ênio Ferreira de Carvalho (ambos do DF)
Cartões amarelos: Leandro (S), Leandro Amaral (V) (2), Aloísio (S), Fabão (S), Fábio Braz (V)
Cartão vermelho: Leandro Amaral (V)
Gols: Andrade (contra), aos 7min; Danilo, aos 15min; Leandro Amaral, aos 23min do primeiro tempo; Miranda, aos 3min; Rogério Ceni, aos 18min do segundo tempo

ps: o palco que estavam montando no estádio era pro show do……. RBD.

São Paulo 1x0 Boca Juniors

O São Paulo fez valer sua força na Conmebol e acabou com a graça do Boca, que queria mandar o jogo de ida em Jujuy, no norte do país. Facilitou pra gente ir pra lá ver o jogo na Bombonera (mas a dificuldade pra conseguir ingresso pra nossa torcida me fez ver o jogo no meio dos bosteros). Estádio lotado, conseguimos criar um clima de decisão, mesmo sendo o começo do campeonato. O São Paulo saiu derrotado da Bombonera, com dois gols do Palermo, mas o gol do Borges no segundo tempo calou os argentinos que ficavam cantando “mamãe eu quero” e outras tonterias durante o jogo. No jornal Olé (que dá um baile nos gibis esportivos brasileiros), todas as análises botavam as barbas de molho. ¡El Morumbí te mata!

Pra partida de volta, clima de decisão dobrado. Um clássico com os dois times mais poderosos das Américas, ambos em grande fase - e pra gente ainda um sentimento de revanche pela Recopa perdida em 2006 - resultou em Morumbi lotado e clima tenso.

Aloísio foi o nome do jogo. Catimbou, fez o gol, irritou demais os caras e classificou o São Paulo. Os últimos 5 minutos desse jogo longo são inesquecíveis. Foi nessa partida que a Independente começou com o mantra que hoje estamos acostumados no estádio http://www.youtube.com/watch?v=5yrEEeLrPVg (não conheço os malucos do vídeo). Que jogo!

Em 2010, voltei de um jogo no Rio com a delegação e pude agradecer ao Borges por aquele gol do jogo de ida. Ainda farei o mesmo com o Aloísio.

Local: Estádio do Morumbi (São Paulo-SP)
Data: 26/09/2007

Renda: R$ 854.710,00
Público: 46.757 pagantes
Público Total: 46.906 presentes Árbitro: Carlos Chandía (Chile)
Gols: Aloísio, aos 9’/2T (São Paulo)

São Paulo
Rogério Ceni; Breno, Alex Silva e Miranda; Souza, Richarlyson, Hernanes, Leandro (Hugo) e Jorge Wagner; Borges (Aloísio) e Dagoberto (André Dias).
Técnico: Muricy Ramalho.

Boca Juniors
Caranta; Ibarra, Maidana (Krupoviesa), Paletta e Morel Rodrigues; Ledesma, Bataglia (Cardozo), Dátollo e Gracián (Bueno); Boselli e Palermo.
Técnico: Miguel Russo.

São Paulo 16 x 0 Metalist

A partida épica de hoje foi disputada a poucos minutos, com a venda do Chimbinha pro time ucraniano. Jamais se viu uma festa tão grande nas redes sociais, torcedores gritando “Vamos, São Paulo!” (“vamos”, e não “vai”, que é coisa de gambá) nas janelas dos apartamentos ou abraçando os garçons dos bares. 

As noites das sextas-feiras são cuidadosamente escolhidas pra divulgar informações importantes, de grandes reforços como o Luis Fabiano e essa venda que elimina um grande problema do time.

Contratado como ‘um meia’ pra resolver o problema da criação, o jogador - de fato, camisa 1 6 - demonstrou viver no seu próprio mundo e, em dois anos de clube, jamais tocou a bola de maneira voluntária. Pé-frio e grosso, fez sua estreia no dia que a cidade recebeu a confirmação de que seria sede da copa da fifa. Não à toa o estádio todo se vestia de amarelão. Quando esboçou fazer uma boa partida, contra o santos na semi-final do paulista, foi expulso injustamente.

Festeja o São Paulo, que encontrou um estoque de bolas novas debaixo do beliche da criança, festeja a torcida, que pode ver alguém melhor vestindo nossa camisa, festejam os ucranianos, que desovam um pouco dos seus euros que ninguém sabe de onde vêm.

VÍDEO: Como não tenho registros de partidas contra times ucranianos, ficamos com o vídeo do gol do Rogério contra o russo Uralan: http://www.youtube.com/watch?v=EApn1UzLVuQ

São Paulo 16 x 0 Metalist

A partida épica de hoje foi disputada a poucos minutos, com a venda do Chimbinha pro time ucraniano. Jamais se viu uma festa tão grande nas redes sociais, torcedores gritando “Vamos, São Paulo!” (“vamos”, e não “vai”, que é coisa de gambá) nas janelas dos apartamentos ou abraçando os garçons dos bares.

As noites das sextas-feiras são cuidadosamente escolhidas pra divulgar informações importantes, de grandes reforços como o Luis Fabiano e essa venda que elimina um grande problema do time.

Contratado como ‘um meia’ pra resolver o problema da criação, o jogador - de fato, camisa 1 6 - demonstrou viver no seu próprio mundo e, em dois anos de clube, jamais tocou a bola de maneira voluntária. Pé-frio e grosso, fez sua estreia no dia que a cidade recebeu a confirmação de que seria sede da copa da fifa. Não à toa o estádio todo se vestia de amarelão. Quando esboçou fazer uma boa partida, contra o santos na semi-final do paulista, foi expulso injustamente.

Festeja o São Paulo, que encontrou um estoque de bolas novas debaixo do beliche da criança, festeja a torcida, que pode ver alguém melhor vestindo nossa camisa, festejam os ucranianos, que desovam um pouco dos seus euros que ninguém sabe de onde vêm.


VÍDEO: Como não tenho registros de partidas contra times ucranianos, ficamos com o vídeo do gol do Rogério contra o russo Uralan: http://www.youtube.com/watch?v=EApn1UzLVuQ

Cruzeiro 0x5 São Paulo

Hoje foi um dia estranho.

Apesar de manter abastecida de brindes e caixinhas pra cerveja uma boa galera da imprensa esportiva, os gambás hoje se superaram: botaram nota oficial mentirosa no próprio site, sobre a negociação do pretenso craque que deu o título salvou o Cruzeiro do rebaixamento.

Valeu a tarde. A frangapress parecia o vídeo do peixe que imitou o polvo que imitava outro peixe. Cinco minutos depois da nota oficial, o empresário do atleta exemplar (risos) já falava o contrário na boa rádio ESPN e o próprio publicava um release sobre ter aceitado com felicidade o aliciamento antiético que, em CNTP, seria punido pela Fifa.

Voltando ao assunto deste blog, sobrou pro Cruzeiro. O clube que amava o kléber e o montillo levou uma chacoalhada de 5x0 em casa, com 5 gols do Dodô, turbinado com feijão tropeiro do ex-Mineirão. E, pra mim, não rolou pênalti no começo desse vídeo.


Ficha técnica:
http://futpedia.globo.com/campeonato/campeonato-brasileiro/1997/07/16/cruzeiro-0-x-5-sao-paulo

ps: esse jogo salvou a vida de uma criança http://forcatricolorspfc.blogspot.com/2011/12/o-dia-em-que-me-tornei-sao-paulino.html

São Paulo 4x2 palmeiras - ganhar de gente grande também é épico.

Se é ótimo ganhar de um rival, melhor ainda é ganhar do rival com o maior ídolo deles em campo. E ele deu tanta alegria pra gente quanto pra sua própria torcida. Quando falo que gosto de ver os frangos do Marcos, é porque reconheço a importância do cara - valem mais do que os do reserva eterno que vai ficar no seu lugar, não? Ganhou uma Libertadores como protagonista, um mundial de seleções na melhor fase da carreira e deve ter ganho um ou dois paulistas. Sua atuação garantiu a segunda colocação em um Mundial de Clubes.

Os clássicos perdem um atrativo, o futebol perde um tagarela bonachão, um dos poucos respeitáveis do lado errado do muro na Barra Funda.

Coincidência ou não, a geração da cbf-2002 vai deixando o futebol de maneira lamentável: um expulso num clássico que não valia nada, o outro com 300 quilos levando linguiça de um mini-time colombiano e agora esse, sem um jogo despedida ou uma programação pra ir conformando aos poucos os torcedores infelizes da Lapa. Que isso não aconteça na aposentadoria do ser humano mais importante da Terra desde Adão.

A partida acima, que eu nem me lembrava mais e agradeço a quem me avisou, foi no dia que ele mais levou gols do São Paulo. Marcou a estreia de Alex Dias, André Dias e Leandro Guerreiro.

Nem de longe é a partida mais importante entre os dois times, eu prefiro muito mais essa aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=0MMsmq8bHCA&feature=related


O último gol que ele levou do São Paulo foi aquele de cobertura, no primeiro turno do BR11. Que ele aproveite seu merecido descanso, seja feliz com a família e que suas próximas entrevistas sejam em breve, comentando a decepção de ver seu time caindo de novo pra segunda divisão.


SÃO PAULO
Bosco; André Dias, Alex e Edcarlos; Souza, Josué, Mineiro, Danilo e Júnior; Aloísio (Thiago) e Alex Dias (Leandro)
Técnico: Muricy Ramalho

a vergonha veste verde:
Marcos; Paulo Baier (Gioino), Daniel, Gamarra e Lúcio; Marcinho Guerreiro, Correa (Alceu), Ricardinho (Reinaldo) e Marcinho; Edmundo e Washington
Técnico: Emerson Leão

São Paulo 2x2 Flamengo - Final da Supercopa da Libertadores 1993

Um dos maiores jogos que já vi.

Ouvir essa narração do Galvão dá até um pouco de dó dele. Como se entregou nesse dia, pelamordedeus. Ainda assim, não deu: o time campeão brasileiro também não aguentava o São Paulo de Telê.


Fichas Técnicas:
17/11/93 Flamengo 2x2 São Paulo - Maracanã
flamengo: Gilmar, Charles Guerreiro, Júnior Baiano, Rogério e Marcos Adriano; Fabinho, Marquinhos, Casagrande (Gélson) e Nélio; Marcelinho e Renato Gaúcho (Piá). T: Júnior
São Paulo: Zetti, Cafu, Válber, Ronaldo e André Luiz; Doriva, Toninho Cerezo (Valdeir), Leonardo e Dinho; Müller e Palhinha (Juninho) T: Telê Santana
Juiz: Márcio Rezende de Freitas
Gols: Leonardo (15’), Marquinhos (33’), Marquinhos (46’) e Juninho (86’)


24/11/93 São Paulo 2x2 Flamengo (5 x 4) - Morumbi - 65.355 Pagantes
Time da Pat Biscate: Gilmar, Charles Guerreiro, Gélson, Rogério e Marcos Adriano; Fabinho, Marquinhos, Marcelinho e Nélio; Renato Gaúcho (Éder Lopes) e Casagrande (Magno). T: Júnior
São Paulo: Zetti, Cafu, Válber, Ronaldo e André Luiz; Doriva, Toninho Cerezo (Juninho), Leonardo e Dinho; Müller e Palhinha (Guilherme) T: Telê Santana
Juiz: Renato Flamengo Marsiglia
Gols: Renato Gaúcho (9’), Leonardo (61’), Juninho (79’) e Marquinhos (81’).